Montagem de exposições

Montagem de exposições para museus, galerias, institutos e feiras de arte

Exposição tem data de abertura, e a data não se move. O convite já foi enviado, o curador já marcou a coletiva, e a obra emprestada precisa voltar ao dono no mesmo estado em que chegou. É nesse ponto que montagem deixa de ser mão de obra e passa a ser risco institucional.

O que a instituição precisa entregar antes

Projeto expográfico ou, na falta dele, a intenção curatorial escrita. Lista de obras com dimensões, peso e técnica de cada peça. Planta do espaço com pé-direito, pontos elétricos e o que existe atrás de cada parede. Cronograma de chegada das obras, que quase nunca coincide com o cronograma de montagem. E as restrições do lugar, que são o que mais atrasa quando aparecem tarde: carga máxima do piso, largura de porta e de elevador, horário permitido para trabalho com ruído, e o que o edifício não deixa furar. Quanto mais disso chega junto com o pedido de orçamento, menos surpresa aparece na semana da abertura.

O cronograma que importa não é o da montagem

A montagem é o último elo de uma corrente, e herda o atraso de todos os anteriores. Transporte, liberação de obra que vem de fora, período de aclimatação da peça na sala antes de ser aberta, ajuste de curadoria que muda a ordem do percurso, iluminação, limpeza fina e a visita da imprensa. Cada um desses atrasa um pouco, e o que sobra é a janela de montagem. Por isso a primeira pergunta técnica não é quantos dias a montagem leva, é qual é a data em que a última obra entra na sala. A resposta honesta a essa pergunta é o que separa um cronograma real de um cronograma de apresentação.

Obra de terceiro muda tudo

Exposição institucional quase sempre trabalha com peça que não é da instituição: acervo emprestado, obra de artista vivo, coleção particular cedida para a temporada. Isso troca a natureza do serviço. O estado da obra tem que ser registrado na chegada e na saída, com foto e descrição, e não de memória. O manuseio deixa de ser questão de cuidado e passa a ser protocolo: quem toca, com o quê, e em que ordem. A embalagem em que a peça chegou precisa ser guardada, porque é nela que a peça volta. E o combinado sobre quem responde por cada etapa fica claro antes da primeira caixa ser aberta, não depois.

Montagem fina é onde a exposição acontece ou não

Existe uma diferença enorme entre as obras estarem na parede e a exposição existir. Ela mora no alinhamento entre peças de tamanhos diferentes, na altura de leitura escolhida para aquele público e aquele pé-direito, no espaçamento que separa duas obras sem cortar a relação entre elas, no prumo, na sombra que a moldura joga na parede e no ângulo da luz sobre a superfície. Nada disso aparece em foto de projeto e tudo isso aparece na sala. É a parte do trabalho que o visitante não consegue nomear e que decide se ele atravessa a exposição inteira ou desiste no terceiro núcleo.

Desmontagem, embalagem e o que sobra depois

Quase todo mundo planeja a montagem e improvisa a desmontagem, e é na desmontagem que o dano acontece. Ela costuma ser noturna, com prazo menor, com a equipe cansada e com a próxima exposição já contratada para entrar. A peça que atravessou três meses de público intacta é a que se machuca sendo tirada da parede às onze da noite. Desmontagem entra no escopo desde o começo: ordem de retirada, embalagem certa para cada peça, conferência de estado contra o registro da chegada, e a parede devolvida ao estado em que estava. O que a instituição recebe de volta é o espaço, e o espaço faz parte da entrega.

Onde essa prática foi formada

A Install já executou montagem em SP-Arte, Art Basel Miami Beach, UNTITLED Art e ARTBO, além de instituições e galerias de São Paulo. Feira é o ambiente mais duro que existe para montagem: a obra é de terceiro, o prazo é absoluto porque a abertura tem hora marcada, o espaço é montado e desmontado em dias, e não existe segunda tentativa. Pedro Cruz atua com montagem desde 2010. A base é São Paulo, e a operação já cobriu Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e projetos em diversos estados, com deslocamento previsto no orçamento em vez de ajustado depois.

Perguntas que sempre aparecem

Vocês executam projeto expográfico de outra pessoa?
Sim, e é o caso mais comum. O projeto vem do expógrafo, do arquiteto ou da curadoria, e a Install executa. Quando o projeto ainda não existe, a conversa começa pelo que o espaço permite, porque desenhar antes de saber o que a parede aguenta é retrabalho garantido.
E se a obra chegar atrasada?
Acontece com frequência, e é por isso que a pergunta sobre a data de entrada da última obra vem antes da pergunta sobre prazo de montagem. O que dá para fazer é montar numa ordem que absorva o atraso, começando pelos núcleos que não dependem da peça que falta. O que não dá é recuperar dia criando etapa paralela onde ela não cabe.
Fazem desmontagem e embalagem também?
Sim, e o recomendado é combinar as duas junto com a montagem, desde o começo. Desmontagem decidida no fim é onde mais peça se machuca: prazo curto, equipe cansada e a próxima exposição já marcada para entrar na sala.
Atendem fora de São Paulo?
Sim. A base é São Paulo, e a operação já cobriu Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e projetos em outros estados. Deslocamento, hospedagem e transporte de ferramenta entram no orçamento, e por isso cidade e endereço são as primeiras coisas que a gente pergunta.

Se a cenografia faz parte do projeto, veja como a cenografia expositiva é executada, que corre antes da entrada das obras na sala.

Para entender o processo por dentro, vale ler o que considerar antes de contratar uma equipe de montagem e o que é montagem de exposição.

Os trabalhos já executados estão em projetos, e as nove frentes de trabalho em todos os serviços da Install.

Atendimento comercial

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A Install atende exposições, projetos culturais, residências, escritórios, coleções particulares e demandas de restauração com soluções técnicas especializadas, pensadas para unir segurança, acabamento e presença visual.

O que mandar para receber um orçamento

  • Projeto expográfico ou a intenção curatorial escrita
  • Lista de obras com dimensões, peso e técnica
  • Planta do espaço e o que o edifício não deixa furar
  • A data de abertura e quando a última obra entra na sala