Cenografia

Cenografia para exposições, museus e projetos culturais

Cenografia de exposição tem uma exigência que a de evento não tem: ela precisa dividir a sala com a obra sem competir com ela, e precisa continuar de pé, limpa e sem trinca depois de três meses de público. É construção civil em escala pequena, com tolerância de acabamento de galeria.

Cenografia de exposição não é cenografia de evento

Cenário de evento vive três dias, é visto de longe e ninguém encosta nele. Cenografia de exposição vive meses, é vista a quarenta centímetros, recebe mão de público, esbarrão de mochila e limpeza diária, e ainda tem que emoldurar uma obra sem chamar atenção para si. A tolerância de acabamento é outra: uma emenda de placa que passaria em palco fica óbvia numa parede expositiva iluminada de raspão. Por isso o material, a estrutura e o acabamento são escolhidos pelo tempo de exposição e pela distância do olho, e não pelo desenho bonito na planta.

O que se decide antes de construir

Carga que o piso aguenta, sobretudo em edifício antigo e em pavimento superior. Pé-direito real, medido, e não o da planta. Largura de porta, de corredor e de elevador, que define se a estrutura entra pronta ou é montada dentro da sala. Material, entre chapa, compensado e estrutura metálica, conforme vão livre e tempo de exposição. Acabamento, entre massa, pintura, textura e laminado. Ponto de elétrica e o caminho da fiação para iluminação embutida. E a forma de fixação, que em espaço institucional é o item que mais restringe o projeto e o que menos gente pergunta antes de desenhar.

Marcenaria, serralheria e pintura dentro da própria equipe

A execução é feita por gente da casa com prática em marcenaria, serralheria, pintura, gesso, elétrica e iluminação. Isso muda uma coisa concreta no dia da montagem: o ajuste acontece na hora. Parede que chegou dois centímetros fora do esquadro, vão que não fechou, rodapé antigo que não deixa a estrutura encostar, tomada que ficou atrás do painel. Numa operação com fornecedor terceirizado, cada um desses vira uma volta ao fornecedor e um dia perdido no cronograma. Com a equipe no lugar, vira meia hora de trabalho. Em montagem, o que custa caro raramente é o problema, é a espera pela solução.

Reversibilidade, a exigência que ninguém antecipa

Museu, casa histórica, edifício tombado e prédio locado têm em comum uma regra que quase nunca aparece no briefing: o que entra tem que sair sem deixar marca. Isso elimina boa parte das soluções de fixação que seriam as mais rápidas, e obriga a estrutura a se sustentar por peso, por travamento entre peças, por apoio no piso ou por sistema que não agride a alvenaria original. É uma restrição que, descoberta na véspera, custa o projeto inteiro. Descoberta na primeira visita, custa uma decisão de desenho. Por isso a pergunta sobre o que o edifício permite vem antes da pergunta sobre o que o projeto quer.

O prazo da cenografia não é a abertura

É a data em que a primeira obra entra na sala. Cenografia precisa estar construída, lixada, pintada, seca, curada e limpa antes disso, e cada uma dessas etapas tem tempo próprio que não se comprime. Pó de lixamento em suspensão, cheiro de tinta, umidade de massa fresca e resíduo de solvente são problemas de conservação, não de conforto: eles se depositam na superfície da obra e no interior da moldura. Quem trata a cenografia como algo que corre em paralelo à montagem das obras está criando um risco material para o acervo. Ela corre antes, e o cronograma é montado nessa ordem.

Perguntas que sempre aparecem

Vocês desenham a cenografia ou executam projeto de terceiro?
As duas coisas acontecem. Muitas vezes o projeto vem do expógrafo ou do arquiteto da instituição e a Install executa. Em outras, a solução é desenvolvida a partir do que o espaço e a obra permitem. O que não muda é quem responde pela execução.
E se o espaço não permite furar?
É a situação mais comum em edifício antigo, casa histórica, museu e imóvel locado, e ela se resolve no desenho, não na hora da montagem. Estrutura que se sustenta por peso, por travamento entre peças ou por apoio no piso. Descoberta na primeira visita, é uma decisão de projeto. Descoberta na véspera, é o projeto refeito.
Dá para reaproveitar a cenografia de uma exposição anterior?
Depende de como ela foi construída e de como foi desmontada. Estrutura pensada para sair inteira, e guardada com cuidado, volta a ser usada. Estrutura cortada na desmontagem, não. É uma decisão que se toma meses antes do momento em que o reaproveitamento passa a interessar.
Quanto custa?
Não existe valor de entrada publicável para cenografia, porque a variação é grande demais: área, altura, material, acabamento, elétrica, prazo e o que o edifício permite. Para receber um número, o que mais adianta é mandar planta ou medidas, o tempo de exposição e fotos do espaço como ele está hoje.

Cenografia quase nunca vem sozinha. Se o projeto inclui as obras, veja como funciona a montagem de exposições, que entra na sala depois da cenografia pronta e limpa.

Os trabalhos já executados estão em projetos, e as nove frentes de trabalho em todos os serviços da Install.

Atendimento comercial

Seu projeto precisa de execução técnica com padrão profissional?

A Install atende exposições, projetos culturais, residências, escritórios, coleções particulares e demandas de restauração com soluções técnicas especializadas, pensadas para unir segurança, acabamento e presença visual.

O que mandar para receber um orçamento

  • Área e altura do que precisa ser construído
  • Planta ou medidas do espaço, e fotos de como ele está hoje
  • Quanto tempo a exposição fica em cartaz
  • O que o edifício permite fixar, se você já souber